Acadêmicos de Direito da SETREM participam de diálogo sobre Direitos Humanos e Educação nos Presídios

Com o objetivo de potencializar a formação de Bacharéis em Direito que sejam indivíduos ativos na transformação sociocultural do espaço onde vivem, a docente Danielli Scarantti agregou importantes debates e diálogos ao planejamento do componente curricular de Direitos Humanos. Na sexta-feira, 18, oportunizou-se aos acadêmicos o debate sobre “Direitos Humanos e Educação nos Presídios”, tema que agregou discussões intensas, conduzidas pelo convidado Luís Carlos Rossato, mestre em Educação e pesquisador do assunto.

Para fortalecer a caminhada em busca do alcance do objetivo do componente, optou-se por desenvolver uma atividade que foi chamada de “Ágora”. “O propósito é retomar a tradição grega de discussão de temas de interesse social, na qual a ágora – a praça – era um local de discussão e formação de ideias. Na primeira atividade desta modalidade, o ganho foi imenso, pois ampliaram-se reflexões interdisciplinares sobre o perfil do preso no Brasil e a situação prisional no Rio Grande do Sul”, destaca Danielli.

Dentre as ações estratégicas, Rossato apresentou o método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) e os acadêmicos foram surpreendidos por um questionamento: Você já imaginou uma “cadeia” onde os recuperandos participam da gestão? Utiliza-se garfo e faca para comer? Todos trabalham, participam de atividades culturais, religiosas e estudam? Quase não há fugas? A família do recuperando passa horas de lazer? Não têm policiais ou agentes penitenciários? Não utilizam armas? A reincidência em crimes é menor de 10%? Isso é possível no método APAC!

O diálogo gerou debates calorosos e permitiu a expressão dos diferentes pontos de vista dos futuros Bacharéis em Direito. “Alcançou-se, assim, o objetivo da atividade: proporcionar novas vivências aos nossos acadêmicos e impulsionar o desenvolvimento de profissionais ativos, informados, críticos e participativos no processo de construção e reconstrução dos direitos humanos”, conclui a docente da SETREM.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Paulo Vítor Daniel


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