Bocha, esporte praticado desde 7.000 A.C.

A partir de pinturas, encontradas na Turquia, tem-se presente que a bocha, de forma rudimentar, já era praticada 7.000 anos antes de Cristo. No Egito, com data presumível de 3.500 anos após, foram encontrados objetos, mais finamente trabalhados, que se presume sejam de jogos de bochas.

Foram os romanos que, ainda muito antes do advento do Cristianismo, deram salto de qualidade no esporte de bocha, inicialmente com bolas de madeira. As legiões romanas difundiram o esporte na Gália e na Grã-Bretanha. Com o tempo a difusão deu-se. Em 1.299 nasceu o primeiro clube de bocha, na Inglaterra.

A história por aí se vai, conforme o livro Bocha, Lazer e Alto Rendimento, de Davi Lima de Oliveira.

A BOCHA HOJE

O esporte de bocha é praticado em cinco continentes e, para que pudesse pleitear participação em Olimpíada, teve que uniformizar suas regras, por isso a regra do Ponto-Rafa-Tiro, praticada na Europa.

Por particularidades diversas e, em muitos casos resistência ao novo, há muita inconformidade com a mudança e, em muitas cidades, onde a bocha foi importante no passado, continua-se a praticar o esporte na Regra Sulamericana. Hoje, no Estado, o eixo da bocha é Passo Fundo, região de Caxias e grande Porto Alegre. Discussão à parte, não há mais competição a nível oficial, organizada por Federações, no Brasil, que não seja regulamentada pela nova regra. E não terá volta, pode-se afirmar.

A regra em si é de fácil assimilação e apresenta nuances que primam pela técnica e o “tiro”, principal argumento de quem não concorda com a mudança, pode ser executado com praticamente a mesma intensidade da regra anterior.

O jogo pode ser praticado nas modalidades individual, dupla e trio, as duas primeiras com 4 bochas para cada equipe e, a última, com 6.

AQUI NÃO HÁ RENOVAÇÃO

Uma das características muito particulares onde há migração permanente de jovens é ocorrer que os esportes, atividades sociais e até outras mais tradicionais, acabem por perder importância e aí se encaixa a falta de renovação, o que ocorre, também, com a bocha. Já em centros econômicos, de ensino e de intensa atividade por seu potencial de atrair imigrantes, afora manter seus próprios jovens, as atividades de todas ordens são pujantes.

A bocha do Rio Grande do Sul, embora perdendo atletas para outros estados, é um celeiro de novos expoentes e quem participa de atividades, como o faz o Clube Aliança, por iniciativa e custas de poucos abnegados, tem encontrado, a cada evento, jovens surgindo com qualidade técnica impressionante. Aqui, desde há muito, praticamente não se tem revelações, até porque não há aspiração maior, com participação em competições fora de nossas fronteiras.

ATIVIDADES NA REGIÃO

Na região a bocha é praticada em canchas com diversos pisos:  areia, calcário, sintética ou carpete. Acontecem competições organizadas por secretarias de esporte, por sociedades civis, por proprietários de canchas particulares, por ecônomos de clubes e peões caseiros de muitos CTGs.

O passado, como em quase todos os esportes, foi mais generoso na atividade de bocha. Competições tiveram participações expressivas em número de equipes e, por conseguinte, de praticantes do esporte. Recordem-se torneios da Região Tradicionalista, torneio da Amizade, Regional da Federação Gaúcha, Interfirmas e outros. Por ora acontecem torneios com premiações resultantes do arrecadado nas inscrições, ou por troféus.

No histórico da região há uma meia dúzia de sonhadores que, ao longo do tempo, vêm fazendo com que Três Passos seja conhecido como um dos  locais onde a bocha existe, por sua participação em eventos oficiais.

Um momento muito importante para nossa bocha foi quando, na realização de edição da FEICAP, Saravá e Aroldo realizaram um torneio trazendo, à época, a maioria dos mais qualificados atletas da bocha. Aqui estiveram Ildemar, Erê, Amarelinho, Tenente, Menudo e Fernando, entre outros, representando nada menos que as sociedades Geraldo Santana, de Porto Alegre e Fim de Carreira, de Garibaldi.

Nunca é demais relembrar atletas como Maldaner, Quera, Recirio, Lauro e Leindecker. Dos mais recentes cite-se Pelé e sua parceria, do Pompílio Silva, Pantera, de muitas equipes, Eduardo e, no momento, Chiquinho e seu filho Felipe, de Tenente Portela. Estes vêm de uma conquista importantíssima: campeões dos Jogos Abertos de Santa Catarina, integrando um trio que representava Balneário Camboriú.

Por mais que se lamente a falta de jovens integrando equipes de bochas, em nossa região, é importante lembrar que o esporte de bocha só perde para o futebol no número de atletas e agremiações esportivas e que esse esporte, que tem por lema O ESPORTE QUE FAZ AMIGOS, é fonte de lazer arraigado em meio às comunidades urbanas e rurais e se constitui, nesses pequenos polos de convergência, no convívio fraterno dos finais de semana. (Colaborou: Arnildo Schmitt)

 

 

 

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