Gutti
  • Por: Gutti Graffitti
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  • Formação / Profissão: Professor

Cena Aberta

O homem trocado

Cruz cada qual tem a sua para carregar. Pode ser uma sina, uma profecia, uma verdade ou uma pessoa. Quando é uma pessoa chamamos carinhosamente de mala. E para nós, brasileiros, sobrou uma mala bem pesada para por sobre nossos ombros. Uma cruz chamada Temer! Presidente golpista Temer, pois não! E bota cruz pesada nisso.

Temer, o mãos de cadáver, já vinha se insinuando ao poder com a composição da chapa PT/PMDB. Haviam outros nomes mais em evidência no partido, mas o grupo de apoio a Michel Temer fez valer o seu peso. De malas que são! Indicado para concorrer a vice junto com Dilma, Temer começou a conspirar logo no primeiro dia de mandato. Afinal, quem não lembra sua cara amarrada e amuada na cerimônia de posse?

Passado um ano, nossa cruz foi ficando pesada e chorosa. O episódio da cartinha à Dilma e a chorosa verdade que era apenas uma alegoria no governo, mostra um político hábil em manipular a opinião pública, se fazendo de vitima, de coitado que era escanteado pelo governo de PT. Ele, logo ele, que tanto tinha para contribuir para o governo com suas reformas.

Com o PSDB ajudando a carregar parte da cruz, a chapa vencedora é levada ao Tribunal Eleitoral por abuso de poder econômico. Dilma vai perdendo o foco, a razão e os votos necessários para o não impedimento de seu mandato. É cassada. Mas a justiça determina que só uma parte da chapa cometeu algum pecado. Temer se salva e assume em meio uma das maiores crises políticas da História do Brasil.
Começa chover denuncias de corrupção em relação aos homens de confiança do novo presidente. Ele, impávido, nomeia outros que também entram na lista do Moro. Mais impávido ainda dá sinal verde ao Congresso tocar reformas nada agradáveis ao povo, mas muito boas para o empresariado que apoiou o golpe contra Dilma. A cruz que já era pesada para carregarmos como presidente golpista fica ainda mais pesada quando ele tem que pagar a conta do golpe. E todos cobram, de Joèslio a Marcelo Odebrecht.

Quando na última semana, o último movimento do Supremo, Temer não é caçado como integrante da chapa vencedora das eleições de 2014, ele torna-se uma cruz mais pesada que pastel de batata doce. Não renunciarei, foi dito em alto e bom som. A mala, a cruz que nós brasileiros estamos carregando já está para lá de pesada. O fardo é grande e pesado e ainda por cima tem uma cruz.
Quanto tempo ainda teremos força para carregar esta cruz pesada chamada Temer? Até 2018, nas eleições? Ou o Janot vai conseguir enquadrá-lo em algum crime sério que não seja político?
Que cruz pesada, brasileiros!


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