Gutti
  • Por: Gutti Graffitti
  • Contato: gutiguti@gmail.com
  • Formação / Profissão: Professor

Cena Aberta

DO DISTRITÃO AO PARLAMENTARISMO

E a reforma política se define! Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2018, eis que a casta política se movimenta para mudar as regras do jogo eleitoral. O que estamos clamando  é uma reforma eleitoral verdadeira que mude definitivamente  o panorama político e dos eleitos no Brasil. Não queremos reformas que só trazem benefícios para quem já é político de carreira. Mas, como são exatamente os políticos de carreira que farão as reformas, tenho a convicção que nada mudará e no inicio de 2019 os mesmos tipos políticos estarão nos mesmos lugares.

Uma reforma que tenha a mínima chance de ser chamada como tal deveria acabar com as alianças partidárias e acabar com a reeleição em qualquer nível ou poder. Isto para começar! Sem estas duas pautas serem discutidas, qualquer reforma será pífia e sem sentido de acontecer. Digo isso, pois, são as duas questões que mais reproduzem o fazer político de hoje. E, num sentido mais amplo, só responsáveis diretas pelo continuísmo político de famílias de coronéis, no norte e sul do Brasil.

Mas, a reforma está pronta para acontecer. E já surgiram verdadeiras pérolas do casuísmo e do continuísmo deste bando de malfeitores brasilianos como o distritão e, pasmem, o parlamentarismo. Por distritão entendemos uma forma de eleição onde os votos computados e válidos são creditados aqueles que receberam mais votos. Cai por terra a representatividade dos partidos e os puxadores de votos onde se elege os que tiverem mais votos na urna, independente do partido. O problema desta malandragem é que isso beneficia os que já são políticos e conhecidos na mídia. Em resumo, não mudará para permitir o acesso de novas lideranças políticas, mas dará folego às velhas raposas de todos os galinheiros políticos.

E ainda o parlamentarismo que foi lembrado nada mais, nada menos, que pelo próprio presidente Temer. Ora, apesar de ser a favor do parlamentarismo, no Brasil o parlamentarismo só é lembrado quando querem tirar do páreo político um indesejável e forte candidato ao voto popular. Em 1961, para barrar a posse de Jango, lançou-se mão de um parlamentarismo de ocasião com Tancredo Neves, o mineirinho conciliador, como primeiro ministro.

Não é a toa que o presidente Temer pensou em parlamentarismo. Eles, o PMDB e conservadorismo brasileiro, estão usando todas as armas e se preparando para enfrentar um candidato com forte apoio popular. Não são tolos, sabem que esticaram demais a corda do capitalismo selvagem em cima do povo, do trabalhador, Pressentem que a resposta virá nas urnas de 2018. Estão cansados de saber que Lula é candidato e se, e este se é enorme, não cassarem ou prenderem o sapo barbudo, ele será o próximo presidente do Brasil. Alguém duvida?


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