Gutti
  • Por: Luis Gustavo Grafitti
  • Contato: gutiguti@gmail.com
  • Formação / Profissão: Professor

Cena Aberta

UM MONSTRO DE ESTADO

O Estado do RS é um monstro! Tudo quer, tudo devora. Não há limites para as barbaridades que o Estado comete em nome de todos e das instituições que estão em permanente alerta e usam da independência e da democracia somente quando interessa diretamente ao monstrengo.

Poucas pessoas são motivadas a questionar a legitimidade das instituições estabelecidas.” (George H. Smith)

O Estado tem sua origem na conquista, e se mantém através da exploração. Eis a tese que Franz Oppenheimer defende em seu livro The State. Essa tese encontra eco em diferentes autores, incluindo Nietzsche, que acreditava que o Estado se origina na forma mais cruel de conquista. Para o criador de Zaratustra, o Estado, esse “novo ídolo”, seria o “mais frio de todos os monstros frios”, e mente quando diz “Eu, o Estado, sou o povo!”. Nietzsche é direto: “Destruidores, são os que preparam armadilhas para muitos e as chamam Estado; e suspendem por cima deles uma espada e cem cobiças”. Para ele, qualquer coisa que o Estado possua, “roubou-a”.

Para ser mais prático, relato meu imbróglio como Estado do RS que se arrasta desde 2011. Aconteceu de eu ser presidente da Fundação Cultural Educacional, fundação que daria amparo a uma escola técnica, que não passou do projeto. No entanto, mesmo sem ter cumprido seu papel, a fundação mantinha um escritório contábil para fazer os recolhimentos necessários.

Em certo momento, por erro do escritório ou pela burocracia das leis que envolvem as fundações, o Estado multou. Sem dó! Sem pedir explicação nem chance de defesa. O TCE culpou o responsável: eu, presidente desta bosta. Nem sabia do que estava sendo acusado ou o que fiz de erado, só sabia que tinha que morrer com uma multa de 1.300 pilas. E tinha que pagar sob pena de perder bens.

Paguei! De trouxa que sou! Pretendi receber ajuda para o pagamento, mas nem o escritório se coçou, nem as autoridades, nem o demonho. Ninguém! Paguei tudo! Isso em 2014, ano em que foi especialmente duro, parcelando algo que não devia e esperando o mesmo Estado quitar sua divida trabalhista comigo.

Eis que recebo esta semana uma intimação dizendo que devo os juros e as custas do processo! Que coisa! Mais uns 500 pilas. Já não gostava do Estado antes, agora ODEIO. Odeio as instituições de um Estado que não me deu o sequer o direito de questionar ou entender o que estava pagando. Odeio este Estado ladrão, dominador e que exige submissão a todas suas leis que subjugam a vontade de todos.

Doravante, praticarei a desobediência civil. Não acredito mais neste ente que nos governa.

Trabalharei pelo seu fim até que meu fim chegue. Isso eu prometo!

 

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