Como evitar a proliferação do mosquito da dengue?

Nesta semana os gaúchos receberam a notícia de que o Rio Grande do Sul tem dois casos de dengue contraída dentro do estado em 2019. O segundo registro é de Cândido Godói, cidade que fica na Região Noroeste. Em janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde informou sobre o primeiro caso autóctone, em Panambi, na mesma região.

Ano a ano, as prefeituras da região trabalham para evitar a proliferação do mosquito aedes aegypti, através da conscientização dos cidadãos. Conversamos com uma das agentes de endemias do município de Três Passos, Rosicler Seghetto, que nos fala sobre o tema:

Que cuidados devemos tomar para evitar a proliferação do mosquito aedes aegypti?

– Fechar bem as caixas d’água com sombrite e utilizar cloro

– Manter o pátio limpo;

– Dar destino correto ao pneus;

– Separar e reciclar o lixo corretamente;

– Evitar o acúmulo de garrafas plásticas e lonas;

– Manter as calhas sempre limpas.

Em Três Passos, onde é mais comum ocorrer essa proliferação?

Em nosso município os locais onde mais encontramos focos de aedes são em lonas plásticas, piscinas plásticas, pratinhos de flor e cemitérios, que são os locais onde mais ocorre o acúmulo de água.

Que cuidados quem vai viajar para locais onde há casos de dengue deve tomar?

Caso você vá viajar para locais onde sabe que há casos de contaminação de pessoas por qualquer uma das doenças transmitidas pela aedes, busque sempre utilizar repelente em todo o corpo e constantemente.

 

Que  doenças são transmitidas pelo aedes aegypti?

–  A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo Ela não tem tratamento específico, causa sintomas como febre alta e dores no corpo e pode até matar. Sua incidência aumenta no verão, em dias quentes e úmidos.

– A febre chikungunya é uma infecção causada pelo vírus de mesmo nome que provoca sintomas como aumento na temperatura corporal e mal-estar, em um quadro que lembra gripe ou mesmo dengue. Mais do que isso, o problema está por trás de fortes dores nas articulações.

– O Zika Vírus na maioria dos casos, não há nenhum sintoma. Em alguns casos, o Zika pode provocar paralisia (síndrome de Guillain-Barré). Em gestantes, pode causar defeitos congênitos subsequentes. Quando presentes, os sintomas são leves e duram menos de uma semana. Eles incluem febre, irritação na pele, dor nas articulações e olhos vermelhos. Não há vacina ou tratamento específico.

– A febre amarela é transmitida por mosquitos a pessoas não vacinadas em áreas de mata. A vacinação está disponível nos postos de saúde de todo o país e é recomendada para pessoas que habitam ou visitam áreas com risco da doença. Uma dose apenas garante imunidade por toda a vida.

Se perto da minha casa houver um local com grande acúmulo de água parada, como devo proceder?

Verifique se o local não é de preservação permanente, podendo solicitar a visita de alguma agente de endemias.  Ressalto que além das visitas realizadas pelos agentes, cada um é responsável pela manutenção do seu pátio e por manter o pátio limpo.

A SES aponta que os dois casos confirmados neste ano representam a volta da circulação da dengue no Rio Grande do Sul, que não tinha casos autóctones confirmados desde dezembro de 2017. O ano passado foi o primeiro da série histórica da vigilância da doença em que não houve registro de casos com circulação dentro do estado.

A SES lembra que a época de forte calor aliado à temporada de chuva aumenta a circulação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti.

Nesta semana, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, anunciou a ampliação dos recursos para o controle e combate ao inseto nos municípios, distribuindo um total de R$ 4,5 milhões para 320 cidades que registraram a presença de focos do mosquito nos últimos 12 meses.

Além dos casos autóctones, foram ainda confirmados quatro casos de dengue considerados importados (residentes do estado que contraíram a doença fora do RS), chegando agora a um total de sete casos desde o início do ano. Eles aconteceram em moradores de Montenegro, Não-Me-Toque (dois casos), Lajeado, Santo Antônio das Missões e Sete de Setembro (dois casos).

(Carina de Oliveira)

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