baleia
  • Por: Roberto Bordini
  • Contato: bordiniadv@outlook.com
  • Formação / Profissão: Advogado

Crônica das Pessoas da Cidade

CRÔNICA DE CHIBO

* Foto em cuja claríssima imagem é possível verificar-se, na isenção de qualquer dúvida, este seu fero cronista, em meio a seu ofício de chibeiro, remando nas águas translúcidas do rio São Francisco, tendo na popa, quase imperceptíveis, dois sacos de batatas e dois sacos de farinha que serão, posteriormente, vendidos a quilo no Brasil. Para, com novo capital, novamente fazer idêntico trajeto, no eterno ir e vir próprio dos quileiros.

* E o preclaro leitor, assim como a pulquérrima leitora, condoídos, dirão: – Mas o Baleia, em que pese sua idade provecta, ainda é obrigado a essas fadigas para a mantença de sua mulher e seus nove filhos, moradores lá no Monte Agudo, Argentina!

* E eu, nas sábias palavras do meu grande amigo Martinelli, respondo: “- Sem incentivo fiscal, chibeiro não se aposenta!”. Fica, portanto, solucionado o mistério: seria o Baleia meramente um bunda-mole da cidade que, premido por uma romântica ideia de vida costeira, teria inventado uma vida de rigores, no ofício de chibeiro e pescador? E a resposta vem na imagem incontroversa: o Baleia é um lídimo costeiro, nos seus ofícios principais, trazendo na alma um raigão de muitas eras e a pele queimada do sol. Convençam-se eternos incréus! A verdade, enfim, triunfa!

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