ANDRIELI
  • Por: Andrieli Battú da Silveir
  • Contato: andri.battu@hotmail.com
  • Formação / Profissão:

Crônicas das Pessoas da Cidade

Foi novembro… E, como de costume, eu preciso contar sobre o ENART…. Sobre a magia do maior Festival Amador da América Latina. Sobre como nós, artistas e amantes da arte gaúcha, vibramos com mais uma edição.

Este ano não foi diferente, muitos sentimentos envolvidos! Eu e o Jean durante 2019 ficamos longe dos tablados das danças de grupo, por questão de necessidade. Mas não podíamos ficar de fora, e pela 7ª vez consecutiva, nos colocamos entre os casais finalistas da Dança Gaúcha de Salão.

E lá fomos nós, confiantes de que voltaríamos para casa com um regalo especial, um troféu, que seria o nosso presente de 9 anos de namoro.

Com gratidão posso lhes dizer, caros amigos, que nosso desejo se tornou real. Domingo, dia 17/11, comemoramos nossos 9 anos no palco da finalíssima. Nos sentimentos ainda mais unidos e completos, com o coração pulsando forte, demonstrando através dos passos o amor que vive em nós. E ao final do dia, quando fomos anunciados, com a 2ª colocação na modalidade, fomos tomados por imensa alegria. Esperamos muito este momento, 7 anos, uma jornada que nos rendeu muitos oportunidades, grandes amigos, ricos aprendizados, e uma bonita história para contar. Agradecemos a todos que dedicaram seu tempo para nos doar carinho e palavras de afeto, em especial, aos que estiveram conosco, em presença, oração e energia. Nossas entidades, CTG Missioneiro dos Pampas e DTG Poncho Verde, somos gratos pela torcida de sempre. É isso que engrandece o tradicionalismo.

Porém, o ENART não foi de todo só alegria. A nossa entidade foi golpeada. DTG Poncho Verde, no sábado à tarde mostrou no tablado de Santa Cruz um resultado espetacular de um trabalho muito árduo. Foi um ano de muita dedicação, doando tempo e dinheiro para este sonho que alimenta o coração de quem tem a oportunidade de vivê-lo. Taurianos, classificados para o grande domingo, na colocação de 8º melhor grupo de danças tradicionais do Estado. Porém, a maldade, a inveja, a cobiça, nos passou uma rasteira. Em razão de uma denúncia, analisada incoerentemente, fomos desclassificados.

Doeu, e como doeu. Os risos de alegria foram transformados em lágrimas de angústia. Assolados pelo desespero e pela incompreensão. Humanos, capazes de destruir sonhos, e pior do que isso, rasgar os princípios que norteiam nossa arte. Paixão Cortes, certamente não dedicou-se a este resgate cultural com o intuito de criar desempatia e rivalidades. O movimento tradicionalista precisa ser maior do que isso. Mas nada será mais forte que nossa esperança, acreditamos no amor e nosso coração é valente.

A paixão pela nossa arte fala mais alto, e nós não desistiremos de viver momentos de alegria, nem mesmo quando eles nos custem abdicações, dificuldades e prejuízos, porque nós sabemos pelo que lutamos.

Agradecemos a todos que estiveram conosco, no momento de felicidade, e no momento da tristeza. O TRADICIONALISMO é a herança mais valiosa do nosso Estado, e nós não abriremos mão de desfrutá-la. Logo, mais um ano se inicia, e com ele sempre renasce a oportunidade de recomeçar!

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