Selito.Curtas
  • Por: Selito Schmitt
  • Contato: selito@jornalatualidades.net
  • Formação / Profissão: Jornalista

Curtas

Do julgamento do TSE sobre a chapa Dilma/Temer deu a lógica. Nem precisariam ficar três ou quatro dias ocupando espaço nobre do noticiário, em três ou quatro horas poderiam ter confirmado o que já estava delineado. O ministro Gilmar Mendes atuou muito mais como advogado de Temer do que como presidente do TSE e conseguiu somar mais três votos pra sua causa, dois deles recentemente nomeados pelo réu! Incrível, não?

Positivo foi o fato de o ministro relator, Herman Benjamin, ter feito um arrazoado cheio de provas, as mais contundentes, demonstrando que a chapa deveria ser cassada. Com sua argumentação límpida, serena e robusta, ficou mais do que evidente que os votos dos três “temeristas” com o desempate do amigão de Temer foram votos políticos que envergonham a corte (corte, a essas alturas, com c minúsculo até em início de frase…)

Algumas hilariedades ao longo da histórica sessão chegaram a tirar o foco do principal. Um dos ministros, aquele do cabelo comprido e branco como neve que aproveitou o momento em que estava em rede nacional para se defender de acusações. Citado na delação da JBS, fez duras críticas aos delatores, aos vazamentos e a reportagens publicadas na imprensa. Sou inocente, afirmou aos gritos.

Inocente todos os larápios dizem que são. É Napoleão o nome dele. Exasperado e meio fora de controle o magistrado fez um gesto de degola para expressar sua vontade em relação aos delatores e demais desafetos. Caso as denúncias se comprovarem e o “degolador” realmente estiver envolvido em irregularidades tanto na JBS quanto OAS, terá que trocar de banco, sair do TSE e ir para o STJ se explicar.

A vergonheira nacional mais uma vez repercutiu em nossa Câmara de Vereadores. Quem abordou o assunto sinalizou que precisamos começar uma reforma aqui por baixo, fazendo nossa parte. Do vereador ao presidente, quem praticou ou participou da corrupção tem que calar a boca, não pode fazer discurso, disse a vereadora Marli. Também segundo a vereadora, temos que aproximar mais, muito mais o discurso da prática, ambos precisam andar juntos.

O Nader disse estar envergonhado com o seu PSDB que já não sabe se fica ou sai do governo. Acho que tem que ficar para pagar seu erro até o fim. Foi uma vergonha ter entrado e mais vergonhoso seria sair agora, tipo rato que foge, alfinetou. O Tocha lembrou que os partidos não se preocupam mais com programas, com ideologias e isso deve voltar à prática. Enfim, está difícil encontrar alguém que ainda mostre prazer em fazer parte do universo político.

PENSAMENTO: “O poder público continua escrevendo o roteiro, dirigindo a peça, escolhendo os atores. E embolsando a bilheteria”. (Percival Puggina).


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