Especial Dia da Mulher: vamos falar sobre poder?

O empoderamento feminino é um assunto cada vez mais discutido entre as mulheres. A sua abordagem garante que as mulheres esteja cada vez mais conscientes da sua participação social, além de seus direitos. Para falar sobre o assunto, conversamos com a ginecologista e obstetra Fabiana Sartori, que vem desenvolvendo um trabalho que incentiva as mulheres a desenvolverem autoconfiança e poder.

Fabiana Sartori copy

O termo “empoderamento” significa dar poder ou voz a alguém. No entanto, quando projetamos para nós mulheres (que vem a ser o tão escutado “empoderamento feminino”), estamos falando na aplicação deste nas nossas próprias vidas, através de um resgate pessoal. Com este, seremos capazes de realizarmos a reconexão com nossa essência, por meio da auto estima, da auto confiança e do fortalecimento de nossa capacidade de buscarmos o melhor para nós mesmas. Essência esta que é o oposto daquilo que adquirimos, daquilo que é imposto pela sociedade. Me refiro sim, as qualidades inatas de toda mulher, do feminino: sensualidade, intuição, força, etc. Estas, não se perdem. Apenas foram esquecidas com as mil e uma funções que abraçamos com o tempo e com as imposições quanto à forma exata de sermos melhores. Quando na verdade o que deve existir é a forma que melhor convém a cada uma de nós para sermos melhores. 

 

O que preciso fazer para ser uma mulher empodarada?

Na verdade existem técnicas para fazer com que nos reconectemos com esta energia interna que ativa a Deusa adormecida em cada uma de nós e que é a geradora do empoderamento. Todas elas levam a busca do equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Onde devemos deixar de buscar respostas ao nosso redor e buscarmos respostas dentro de nós mesmas, daquilo que realmente queremos ser e ter, deixando de lado todas as crenças que limitam-nos a todo momento. Ao reconectarmo-nos com esta energia inerte a nós, com nossas convicções, passamos a sermos conscientes daquilo que somos capazes e de que podemos ser sim, tudo que queremos, basta confiança. Passamos a tomar as rédeas de nossas vidas. Seremos autoras e não apenas protagonistas de nossas histórias.

Conhecer e respeitar o nosso corpo é uma forma importante de empoderamento. Que dica você daria para as mulheres se amarem da forma como são?

É, realmente o que falta muito hoje nas mulheres é amarem a si mesmas. Pois só saberemos nosso valor e nos daremos o merecido valor, quando nos amarmos de verdade. Dar valor as pequenas coisas que não enxergamos em nós mesmas porque estamos cegas pelos valores errados impostos pela mídia e por alguns que nos rodeiam. Aprendermos a deixar de lado a culpa por pequenas falhas e passar a valorizar as pequenas conquistas. Quando abraçamos o amor próprio começamos a ter a auto compaixão, o auto respeito, o auto cuidado. Encontramos felicidade todos os dias nas pequenos acontecimentos. Para isso, devemos iniciar nos desfazendo de tudo o que foi doloroso no passado ou tudo aquilo que não deu certo e, a parti daí, abrirmos espaço para os bons pensamentos, os hábitos positivos, como: meditar, se exercitar (pois produz hormônios do bem-estar), cuidar da alimentação (uma dieta equilibrada, sem muito açúcar e cafeína pode evitar as flutuações do humor que nos levam a ficarmos irritadas, deprimidas e angustiadas, ansiosas), cuidar da família, do seu tempo. Aqui entra a questão de darmos valor aos nossos desejos, vontades. Temos que ouvir nossos corações. Temos que irmos além do aspecto físico e sim, admirarmos quem realmente somos, sentirmo-nos bem conosco, dando valor as nossa virtudes, nossa habilidades, nossas realizações, comemorando cada uma delas, pois assim, nos sentiremos mais confiantes, mais poderosas. Termos empatia por nós mesmas. Sermos gratas por tudo, já que a energia e a intenção que colocamos em nossas ações serão as que refletirão em nossos resultados.

De que forma as opiniões e olhares dos outros sobre o meu corpo podem interferir no meu bem-estar? Que exercícios posso fazer para não deixar que isto me afete negativamente?

Penso que aqui entra o que já falei na resposta anterior. Devemos entender que somos únicas no que tange a um ser humano. Não há e nem haverá alguém idêntico a cada uma de nós. Logo, não devemos sufocar e/ou deixar de lado nossa verdadeira essência, a fim de se adequar às expectativas dos outros. Temos que sermos autênticas. E para isso, necessitamos do amor próprio. E aí, voltamos ao que orientei acima. É a mudança dentro de cada uma que não deixará o meio definir os seus destinos. Então, o que as impede cada uma de você a iniciar a busca em SER uma mulher empoderada, uma MULHER ABSOLUTA?


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