Mobilizações irão marcar a Greve Nacional da Educação em municípios da região

No último dia 30 de abril, o ministro da Educação Abraham Weintraub declarou que cortaria 30% do orçamento das universidades federais que provocassem “balbúrdia” em seus campi, citando nominalmente a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). No dia seguinte, o secretário de Educação Superior da pasta, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, afirmou que o corte se estenderia “de forma isonômica para todas as universidades”.

Durante duas semanas, estudantes, professores e servidores de universidades de todo o Brasil se mobilizaram em reação a essa medida e sinalizaram uma paralisação nacional para esta quarta-feira (15). Trabalhadores de diversas categorias se somaram à organização da jornada de lutas, que promete ser a maior desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

Convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Greve Nacional da Educação ganhou novos contornos nas últimas semanas. Em Porto Alegre, mais de 40 representantes de entidades das redes pública e privada de educação, centrais e sindicatos, comunidade acadêmica, grêmios estudantis, secundaristas e sociedade civil uniram-se para construir a manifestação.

Contra o desmonte da educação e da Previdência

Para além da suspensão de verba anunciada por Arnaldo Barbosa Lima Júnior, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), de acordo com as categorias, o governo federal promove uma perseguição ideológica contra disciplinas de ciências humanas que fomentam a elaboração de senso crítico dentro das escolas e universidades, tais como filosofia e sociologia.

A Greve Geral da Educação também protesta contra o projeto de reforma da Previdência, que, se for aprovado no Congresso Nacional, faz dos professores e professoras uma das categorias mais penalizadas. Tanto que os atos desta quarta-feira são tratados como um “esquenta” para a greve geral de trabalhadores e trabalhadoras que está sendo convocada para o dia 14 junho, contra a proposta de reforma apresentada pelo governo Bolsonaro e que tramita no Congresso Nacional.

As mulheres terão de trabalhar pelo menos mais dez anos e os homens mais cinco anos para alcançar a idade mínima de 60 anos para requerer a aposentadoria. A reforma também pretende unificar em 30 anos o tempo mínimo de contribuição para ambos os sexos. E mesmo trabalhando durante 30 anos, os professores e professoras receberiam apenas 80% do salário-benefício. Para receber o valor integral, eles teriam de contribuir por 40 anos.

Santo Augusto

Diversos atos estarão acontecendo em cidades da região, nesta quarta-feira, buscando marcar o dia de luta em favor da educação pública. Em Santo Augusto, às 10 horas, na praça central da cidade, acontece ato público convocado por professores e estudantes do Instituto Federal Farroupilha – IFFar.

Três Passos

Em Três Passos, as escolas estaduais paralisarão suas atividades nesta quarta-feira (15). Às 13h30min acontece ato no auditório da Unijuí, onde serão debatidos temas como a reforma da previdência e o sucateamento da educação pública no país.

Mobilização regional em Frederico Westphalen
Outra mobilização na região Noroeste, nesta quarta-feira, acontecerá em Frederico Westphalen, a partir das 13h30min, quando os reitores dos Institutos Federais da Região Sul irão realizar um ato institucional para reversão do bloqueio orçamentário de 30% anunciado pelo governo federal. O ato será promovido no auditório do campus do IFFar no município.

A mobilização acontecerá durante a reunião dos dirigentes dos Institutos Federais da Região Sul (Reditec Sul). O evento reúne reitores, pró-reitores, diretores gerais e diretores sistêmicos dos Institutos Federais do Rio Grande do Sul (IFFar, IFSul e IFRS), Santa Catarina (IFSC e IFC) e Paraná (IFPR).

Confira a programação em todo o Rio Grande do Sul:

Porto Alegre 
13h30 – Concentração em Frente à Faced (Quarteirão da Reitoria da UFRGS). Após a concentração, temos uma sequência programada de ações:
1) Abraço à Faculdade de Educação da UFRGS
2) Abraço ao IE – Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha (Av. Osvaldo Aranha, 527)
3) Caminha com panfletagem até o centro de Porto Alegre, passando pelos campi centro da UFRGS, UFCSPA e IFRS PoA (R. Cel. Vicente, 281).
4) Ato em frente ao INSS no Centro (Tv. Mário Cinco Paus, 20, esquina com a Uruguai).

Cerro Largo: Pela manhã, a partir das 9h, debate/aula publica no bloco bloco A da UFFS. Às 13h45 concentração na UFFS, seguida de caminhada até a praça central, quando haverá um ato público.

Cruz Alta: Ato unificado às 9h, na Praça da               Matriz. Plenária às 14h na Casa de Cultura.

Frederico Westphalen: 13h30min – Ato institucional com reitores dos Institutos Federais da Região Sul, no âmbito do Reditec Sul, no auditório do IFFar.

Osório: Concentração, às 13h, no Largo dos Estudantes, seguida de aula pública.

Pelotas: Concentração às 14h no Mercado Público. Ato com participação do movimento estudantil, movimento sindical e partidos. Paralisação dos servidores e professores da Ufpel e Ifsul. Às 16h30 caminhada até a Ifsul.

Rio Grande: Concentração às 15h no Largo Dr. Pio. Às 17h30, saída em caminhada até o Instituto Juvenal Müller, seguida de caminhada luminosa pela Silva Pires.

Santa Cruz do Sul: Concentração às 9h, na praça em frente à Lothar Krause.

Santa Maria: Audiência pública, às 18h30, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores em Defesa da Universidade Federal de Santa Maria.

Santa Rosa: Aula pública às 8h30 em frente ao Ministério Público (Rua Buenos Aires), seguida de ato.

(Rádio Alto Uruguai com informações da CUT-RS, CPERS, Sinpro/RS, Assufrgs)

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