Na véspera de ter prazo expirado separação dos Bombeiros chega à AL

O projeto de desmembramento do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, entregue nesta sexta-feira (1) na Assembleia Legislativa, surge em momento no qual a corporação apresenta um déficit de 2,5 mil servidores. A ideia é tentar reverter a situação, com a abertura de concurso público. O coronel Adriano Krukoski Ferreira, comandante do Corpo de Bombeiros, quer tentar incluir 250 novos agentes a cada ano.

A expectativa do comando do Corpo de Bombeiros é de que a instituição tenha mais recursos para atuar no dia a dia, garantindo autonomia financeira. Hoje a previsão no orçamento é de R$ 4 milhões para investimentos, valor que serviria para, no máximo, comprar seis caminhões. A intenção também é fazer parceria com os municípios. “Fomentar bombeiros mistos, onde interage o bombeiro militar, municipal e voluntário (…) Para que se consiga expandir o servico e melhor atender a comunidade gaúcha”, diz Krukoski.

O texto foi concluído na noite de quinta (30) e não prevê a criação de cargos. Na proposta, consta apenas a organização básica e a abertura de um CNPJ para a corporação. “Temos que considerar a realidade financeira que o estado vive. Aquilo que é possível fazer hoje e o que vai depender de médio e longo prazo”, observa o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi.

A votação do projeto deve ocorrer em agosto deste ano, segundo previsão do governo. Com isso, a nova corporação vai poder assinar convênios e captar recursos. O coordenador geral da Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Sul (Abergs), Ubirajara Ramos, lamenta que os baixos salários não estejam sendo discutidos. “Hoje o ingresso como soldado gira em torno de R$ 2,3 mil brutos (…) Em relação aos outros estados é o pior do país.”

Conforme a Casa Civil, o texto apresentado nesta sexta-feira é apenas o primeiro, mas o mais importante projeto sobre a desvinculação porque trata do organograma. Outras duas propostas sobre a separação estão sendo elaboradas.

Há dois anos, os deputados aprovaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que separou as duas corporações, mas esta divisão ainda não funcionava na prática. Havia um prazo – que vence neste sábado (2) – para o envio da proposta que cria o CNPJ.

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