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  • Por: Henrique Haefliger
  • Contato: henrique.haefliger@hotmail.com
  • Formação / Profissão:

“Reflexão – até quando vamos aceitar com resignação?”

Atualmente a revolução dos meios de comunicação moldou um novo futuro da humanidade, os dias estão mais corridos, as informações atravessam o mundo em questão de segundos, nunca na história o ser humano teve de estar tão apto a novas mudanças, transformações e novas tecnologias. A pouco tempo atrás as gerações eram definidas a partir de acontecimentos históricos ou sociais, falávamos na ‘geração Z’, nos últimos dias novos estudos da Psicologia revelaram uma nova geração, a ‘geração alfa’, nação 100% nativa digital onde são delimitadas pelo uso de tecnologias, isso é, acompanham o mundo, os acontecimentos e as informações através da tela de um celular.

No Brasil enfrentamos uma péssima gestão política, onde o governo planeja ações que se contrariam, como por exemplo o plano de ação ‘Brasil 4.0’, fase tecnológica essa onde carece de profissionais demasiadamente qualificados, mas por outro lado o governo apresenta cortes na educação, Mestrados/Doutorados e outras formas de capacitação.

No Japão já possui plano para Sociedade 5.0. Mas o que é isso? – De forma bem resumida é o contato intenso das tecnologias de ponta a favor da sociedade. Mas no Brasil já não temos isso? – A resposta é: nem perto ‘do 5.0’. Nossa sociedade e as empresas ainda estão se adaptando à revolução 4.0. Gerir informações através de algoritmos, se utilizar da Netflix, Spotify, Uber, iFood, ter conta no Nubank, criptomoedas, drones, utilização de Inteligência Artificial, Big Data, robôs inteligentes e realidade aumentada, são exemplos de itens relacionados à Quarta Revolução, fase tecnologia em qual o Brasil ainda não está preparado. As empresas atuam em um ambiente muito mais complexo e competitivo, possuímos mais tecnologia em nossos celulares do que em nossas empresas e industrias. Especialistas estimam em média 100 anos para o Brasil estar totalmente inserido na Quarta Revolução Industrial.

Já na Alemanha, a mesma inaugurou nos últimos dias a ‘rodovia elétrica’ onde que por meio de cabos aéreos os caminhões são recarregados enquanto circulam pelas ruas do país. Já no Brasil, ainda não possuímos uma legislação efetiva para veículos elétricos, ademais, seguidamente a classe dos motoristas e caminhoneiros precisam fazer greves e paralizações para reivindicar o preço do combustível. No setor da telecomunicação, empresas já planejam a implantação da conexão 5G no Brasil, sendo que na nossa região ainda temos problemas com a conexão 3G.

Logo, fiz essa breve reflexão sobre os últimos acontecimentos em nível mundial e nacional para elencar com a crítica classificação em que o Brasil se encontra no ranking do World Economic Forum de 2018 (Fórum Econômico Mundial). De 140 países o Brasil ocupa a 72°, segue abaixo algumas classificações em índices específicos:

– Qualidade da formação profissional: 121°

– Facilidade de encontrar funcionários qualificados: 127°

– Mercado de produtos: 117°

– Segurança: 128°

– Saúde: 73°

– Cultura Empreendedora: 49°

– Capacidade de Inovação: 40°

– Tamanho de Mercado: 10°

Sobre o Brasil: ‘A fraca integração de políticas e a falta de coordenação entre os setores público e privado estão entre os fatores institucionais que inibem seu desempenho’ (World Economic Forum).

Confira mais informações e a classificação do seu setor no ranking:

http://reports.weforum.org/global-competitiveness-report-2018/competitiveness-rankings/

Sendo a maior economia da América do Sul e o 10° pais como maior tamanho de mercado, a situação brasileira é impressionante não acha?

Em vista disso, após acompanhar essas classificações e o cenário brasileiro e local, refleti sobre algumas perguntas, nas quais gostaria de compartilhar com meus amigos leitores para assim reflexionarmos juntos:

– Até quando vamos nos conforma com tudo isso? Até quando vamos fingir que isso não é “problema nosso”?

– Até quando vamos aceitar escândalos; corrupções; altos impostos; deficiência na saúde, educação e segurança e o pior, candidatos desqualificados e ineptos?

– E ainda, até quando vamos nos contentar com nossos municípios apenas ‘ornamentando’ as cidades e ignorando a necessidade de fomentar o empreendedorismo e a busca por instituições de ensinos superiores que desenvolvem pesquisas e evoluções? – Citei apenas dois dos fatores que promovem a capacitação e o desenvolvimento local, mas ainda podem ser citados vários outros exemplos que ‘parecem ser esquecidos’.

Após tais considerações, finalizo deixando minha convicção: – Vivenciamos um período em que as pessoas estão perdendo os valores, no entanto, seguimos para um futuro em que a propriedade intelectual, confiança, relacionamento e conhecimento serão características valiosas e indispensáveis, pois o resto, a máquina irá realizar.

Diante disso, indico um vídeo que recebi do meu amigo e colega acadêmico Jonas G. Jeziorski no qual retrata a ideia que desejo passar e o cenário do ‘profissional do futuro’, vale a pena assistir.

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