Setembro Amarelo: Falar é a melhor solução

O setembro Amarelo teve suas primeiras atividades desenvolvidas em 2015 no Brasil e foi iniciado pelo – CVV, Conselho Federal de Medicina – CFM e Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP. Mundialmente, a Associação Internacional para Prevenção do Suicídio – IASP, estimula a divulgação da causa, vinculada ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Alguns destaques do Setembro Amarelo nesses anos foram a iluminação de monumentos como Cristo Redentor no Rio de Janeiro/RJ, o Congresso Nacional e a ponte Juscelino Kubitschek em Brasília/DF, o estádio Beira Rio em Porto Alegre/RS, a Catedral e o Paço Municipal de Fortalzzeza/CE, Ponte Anita Garibaldi em Laguna/SC, e o Palácio Campo das Princesas em Recife/PE. No mês, também são realizadas ações de rua, como caminhadas, passeios ciclísticos, passeios de motos e abordagens em locais públicos em várias cidade do Brasil.

Segundo material divulgado pelo Ministério da Saúde, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo. O suicídio também é a segunda maior causa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos. Já no Brasil, em média 11 mil pessoas tiram a própria vida por ano.

De acordo com o Médico, especialista em geriatria e medicina da família, Geolar Ávila, todos somos suicidas em potencial, basta estar vulnerável mental, física ou espiritualmente. O médico explica que condições internas orgânicas, como desequilíbrio hormonal, neurotransmissores como serotonina, dopamina e outros, formam o funcionamento mental. Além disso, aspectos externos como ingestão de medicamentos, drogas, ambiente familiar hostil e se sentir isolado e discriminado, podem ocasionar o pensamento suicida.

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“Não existe um padrão suicida, existem sinais que alertam para a tendência, como por exemplo, drogarse e dirigir um carro arriscando a própria vida e de outros, cometer excessos fi nanceiros, relações emocionais corrosivas, fanatismo religioso e doenças como depressão e esquizofrenia”, explica Dr. Geolar.

Geolar Ávila explica alguns passos do auxilio existencial ao Suicida, utilizados no Grupo Conviver, que auxilia pessoas que estejam passando por momentos difíceis que levam ao pensamento suicida:

As pessoas que auxiliam na prevenção do suicídio são orientadas a serem bons sinalizadores, como luzeiros, sinalizam o melhor caminho que o fragilizado pode tomar para quebrar o ciclo de morte arquitetada, mudar a fi xação de morte e minimizar seus desvios de conduta e de pensamentos. O bom sinalizador deve ter maturidade emocional e vivência neste tipo de abordagem, saber acolher com carinho e afeto na primeira entrevista, no primeiro olhar, no aperto de mão e no abraço dado.

Saber que qualquer palavra mal colocada quer de censura ou reprimenda, produzirá mal resultado. Demonstrar predisposição de compreender as causas e efeitos das emoções que levaram o fragilizado a mergulhar nesta bolha escura. Não existe um protótipo de suicida quer rico, pobre, branco, preto, analfabeto ou intelectualizado todos estão caminhando numa estrada lisa e pedregosa que a qualquer momento pode vir a cair no ato nefasto.

Projetar uma estratégia de desconstrução das atitudes nefastas usando as experiências de vida que o ajudador tenha passado em sua vida, dando o exemplo que a transitoriedade desta vida é um fato onde a mutabilidade resolve qualquer problema sob a ótica do bom senso e da tranquilidade, que o desespero pode ser superado pelo tempo e pela fé em pensamentos construtivos.

O objetivo a ser trabalhado requer o reconhecimento do tipo de pessoa que se está convivendo desde sua etnia, sua condição emocional, familiar, religiosa, suas obsessões, suas culpas, seus medos e perdas que a vida impõe a todos nós. Resgatar a autoestima, tentar formar um caminho que se faça um presente suportável e um futuro suave, tentando esquecer magoas do passado e se afastando de pessoas tóxicas que envenenam seu cotidiano.

Criar um Ideal de vida, um sonho, um projeto de vida saudável. Levar o sedento a fonte da água da vida, criar condições que viver é saber suportar adversidades sem chegar ao extremo de atentar contra sua existência. Chamar a participação da família, cônjuge, amigos, igreja, colégio, grupos de apoio, atividades lúdicas. O ideal deve ser factível com as limitações físicas e mentais do fragilizado sem incorrer em erros de grandeza e falsas promessas.

A execução desta etapa é o ato de disposição mental e física do querer realizar, da consciência que sua atual situação é insustentável. Se é o vício que o atormenta procurar se afastar do ambiente hostil e procurar a abstinência, se é o amor entre pessoas do mesmo sexo que a felicidade seja colocada em primeiro lugar, a vida não é perda é troca.

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